quarta-feira, 9 de abril de 2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Poeira fina


 amor disse
 afoito
 lhe mordesse
 al dente

 amordaça
 a boca

 amor talha
 a carne

 amor fina
 a calma

 amor tece
 a alma
 em longos silvos
 fios de prata



Sob a tarde


 a tarde é uma velha
 bordando crianças
 num pano de prato

 tecendo cabelos
 num campo de prata

 o fio da meada
 se perde travesso
 na densa risada

 a velha se senta
 na escada.



domingo, 30 de março de 2014

Sinais


 se um copo quebrado
 na mão
 sangrar
  
 ou um medo profundo
 morrer 
 de rir

 és tu, cavaleiro
 da caixa de sapato
 querendo sair

 és tu: cavaleiro
 uma trilha no peito
 abrir



Triste


 és vazio
 por completo

 sob poesia
 sobra concreto





sexta-feira, 28 de março de 2014

À beira do sono


suspenso
à beira do sono
me lembro

não ouso
seu número:
receio

escrever o poema
é enfim
o único meio

de dizer aquilo
à beira do sono
suspenso.

Poemas Outonais


 poetizada folha
 ao vento:

 sem cabimento

 rota fixa:

 colide direta
 com meu pensamento