segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Mas é verdade
dormem em mim
seco frasco
palavras insones
formam frases
uma delas ecoa
busca sair
mas no esforço de impedir, não durmo
... é muito moça !
(mas é verdade)
sábado, 5 de outubro de 2013
Você vai esquecer
da cápsula do tempo, 2009
você nunca vai saber o que é real. nunca. as pessoas ao seu redor, nunca vai saber se elas são sonhos, se são verdadeiras. você nunca vai saber o que seus amigos do jardim de infância pensavam. todos os momentos do passado, você nunca vai saber se realmente aconteceram. eles passaram rápido demais, como um raio. você nunca vai saber se um raio é real. e se souber, provavelmente vai morrer. nunca ninguém que morreu com um raio em sua cabeça pode contar se foi real.
você nunca vai saber como é nadar no fundo do mar. os peixes do abismo nunca vem à superfície nos contar. nunca vai saber se existem sereias. fadas. anjos.
aquilo que você ouve a noite, você nunca poderá dizer o que era. se era seu amor correndo, uma criança perdida, uma pessoa que se encontrou.
quando acabar, você não poderá dizer se foi real. talvez você simplesmente se esquecerá como sempre se esquece dos seus sonhos...
terça-feira, 1 de outubro de 2013
A sós
as palavras já não contém a sensação inexata
estamos a sós
eu e elas
observando o céu
contando estrelas
catando conchas
no imerso silêncio
da espera.
sábado, 28 de setembro de 2013
Naufrágio
onde está?
me encontre num momento qualquer
numa rua seja
qual for: repousando silenciosamente
no canto de um quarto, imaginando.
encontre-me
saindo ao mundo de peito aberto.
no navio naufragado, está tudo bem;
não leva mais o peso de tripulantes há muito mortos
repousando no fundo do mar, muito mais tranquilo que sua superfície revolta.
me encontre no barco naufragado.
está tudo bem, mas não da forma como você imagina.
está tudo bem como num barco naufrago
peixe solitário
silêncio navegar
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Pequeno Inverno
(de quando era verão)
envolto em dias de calor, pequeno inverno
não traga notícia alguma
seja gentil
despetalo novos capítulos
protegido dum frio
num jardim interno
pequeno inverno, sorrio! descubro
uma linha nova
na palma da minha mão
uma linha que deságua, breve
como a mão que lenta escreve
num mar de compreensão
pequeno inverno, aquiesço! colorindo
no cinza descabido
um novo dia azul ...
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Uma dor
eu
queria as palavras grandes
para
poder falar das crianças de haifa
da
síria
beirute
ruanda
poder falar, meu deus
daquilo
que jamais saberei
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Poeminho
tudo que tenho aqui
é meu silêncio
entre ( )
ou mais sutil, nas ...
há um outro, , aqui
e aqui _ ainda
às vezes, te olho
e :)
feito prelúdio de um :*
sei lá, era isso
nada mais
:3
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